Referência no cuidado materno e neonatal, o Centro Materno Infantil (CMI) de Contagem mantém como prioridade o fortalecimento da assistência à saúde da mulher, da gestante e do recém-nascido, investindo continuamente em qualidade, segurança e humanização do atendimento. Com foco na redução da mortalidade materna, a unidade reforça a importância do pré-natal, da prevenção e do acompanhamento especializado para reduzir riscos e complicações durante a gestação, o parto e o pós-parto.
Dados do Ministério da Saúde mostram que a mortalidade materna ainda é um desafio no Brasil. Em 2023, o país registrou cerca de 52 mortes maternas a cada 100 mil nascidos vivos, principalmente por causas evitáveis, como hemorragias, hipertensão gestacional e infecções. Já em Minas Gerais, o índice foi de aproximadamente 43 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos.
No Centro Materno Infantil de Contagem, a redução da mortalidade materna é tratada como uma prioridade permanente da assistência. Em 2024, a unidade registrou um óbito materno e, em 2025, três casos até o momento, números considerados relativamente baixos diante do volume de partos realizados pela instituição.
Ainda assim, cada ocorrência é acompanhada com atenção e responsabilidade, já que grande parte das mortes maternas pode ser evitada por meio do pré-natal adequado, diagnóstico precoce e assistência qualificada durante a gestação, o parto e o pós-parto. O cenário reforça o compromisso da unidade em ampliar investimentos, fortalecer protocolos e aprimorar continuamente o cuidado à saúde da mulher e do recém-nascido.
O Centro Materno Infantil realiza cerca de 70,5 mil atendimentos por ano, além de aproximadamente quatro mil partos e mais de 10,8 mil internações. A unidade conta com Centro de Parto Normal, Pronto Socorro Obstétrico e Pediátrico, UTI Neonatal, Casa da Gestante, Bebê e Puérpera e equipe multiprofissional especializada.
Henrique Martins, médico, referência técnica em obstetrícia do CMI, explica que as principais urgências obstétricas atendidas na unidade estão relacionadas a sangramentos, rompimento da bolsa gestacional e síndromes hipertensivas, como pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional. “Sangramento na gestação nunca deve ser considerado normal. O atendimento rápido pode ser decisivo para a sobrevida da mãe e do bebê”, afirmou.

Importância de estar alerta aos sinais
O especialista destaca que sintomas como dores intensas, sangramento vermelho vivo e ausências de movimentos fetais exigem avaliação médica imediata. Segundo ele, o acompanhamento pré-natal adequado e uma rede hospitalar estruturada fazem diferença direta na redução de riscos para mãe e bebê. “Quando existe uma equipe preparada e uma estrutura adequada, conseguimos aumentar muito a qualidade da assistência e reduzir riscos tanto para a mãe quanto para o bebê”, ressaltou.
O médico também reforça a importância da assistência humanizada durante o parto. “A assistência humanizada passa pela escuta, pelo acolhimento e pelo respeito ao momento vivido pela paciente”, destacou.
Acolhimento e proteção às vítimas
Além da assistência obstétrica e ginecológica, o CMI também é referência no acolhimento a vítimas de violência sexual. O atendimento envolve médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, garantindo suporte humanizado, sigilo e acompanhamento integral. A unidade também realiza a cadeia de custódia, procedimento que permite a coleta e preservação de vestígios que podem servir como prova judicial, evitando que a vítima precise reviver repetidamente a violência em diferentes atendimentos e contribuindo para uma assistência mais segura e acolhedora.
Segundo a gerente médica da Linha de Cuidado da Mulher do CMI, Dra. Verlandia Mendes Nogueira, o atendimento rápido após episódios de violência sexual é essencial para evitar infecções sexualmente transmissíveis e gravidez decorrente da violência. “A violência sexual é um problema de saúde pública. Nosso objetivo é oferecer um ambiente acolhedor, humanizado e seguro para essas pacientes”, afirmou.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais apontam que mais de 20 mil casos de violência sexual foram registrados no estado entre 2017 e 2021, sendo 86% das vítimas mulheres. Minas Gerais conta atualmente com uma rede de hospitais de referência para atendimento especializado e humanizado às vítimas.
A médica também ressalta que o cuidado com a saúde da mulher deve acontecer em todas as fases da vida, não apenas durante a gestação, com consultas regulares, vacinação, exames preventivos e controle de doenças crônicas. “O cuidado com a saúde da mulher começa na prevenção. Consultas regulares e acompanhamento adequado ajudam a evitar doenças e reduzem riscos futuros”, concluiu.
Com investimentos constantes em tecnologia, qualificação das equipes e ampliação dos serviços especializados, o Centro Materno Infantil reafirma o compromisso com uma assistência segura, acolhedora e voltada à proteção integral da saúde da mulher e da criança.