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MAI
13
13 MAI 2024
CENTRO MATERNO INFANTIL
SAÚDE
Especialista alerta sobre os cuidados para evitar o agravamento de doenças respiratórias em crianças
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Aumento de casos de internação reforçam a importância da prevenção da doença e a importância de pais e responsáveis ficarem atentos aos sintomas para que não evoluam para quadros mais graves

Nesse período do ano, que compreende o outono e o inverno, a saúde pública de Contagem se prepara para atender à demanda dos casos de doenças respiratórias, principalmente em crianças, que iniciam com uma gripe comum, ou seja, nariz escorrendo (coriza), febre baixa, às vezes tosse, espirros e obstrução nasal (nariz entupido), mas podem evoluir para um quadro mais grave, de forma rápida.

Por isso, especialistas alertam para que pais e responsáveis fiquem atentos e iniciem os cuidados logo que os primeiros sintomas apareçam, a fim de evitar o agravamento da doença. 

De acordo com a pediatra e Referência Técnica Médica em Pediatria, do Centro Materno Infantil de Contagem (CMI), Aurora Souza, ao perceber que a criança ou bebê está começando a gripar, o indicado é lavar o narizinho com soro fisiológico, utilizando uma seringa fina sem agulha ou soro de jato fino, diariamente e várias vezes ao dia, lembrando que não se deve compartilhar o mesmo recipiente com outras crianças. 

“Se observar que está começando a ter febre, é preciso tratá-la com medicações para a febre. Mas se, a partir do segundo dia, a criança apresentar alguma dificuldade respiratória, deve ser levada imediatamente para atendimento em uma unidade de saúde”, alertou a especialista.

Aurora Souza esclareceu que, como não existe um tratamento específico para síndromes gripais, o médico precisa avaliar o quadro, a fim de orientar os próximos passos, prescrevendo a medicação de acordo com os sintomas e indicando a observação contínua do paciente. 

“Para casos mais graves, se necessário, será recomendada a internação na unidade de saúde. A bronquiolite, por exemplo, é uma doença cíclica, com períodos de melhora e piora às vezes no mesmo dia, os responsáveis devem observar a criança o tempo todo e um médico precisa reavaliá-la em caso de mudança do quadro ou até 24h após a consulta”, afirmou Aurora Souza.

Acompanhamento 

Segundo a especialista é fundamental o acompanhamento contínuo das crianças, ressaltando que todo caso começa como uma gripe comum, mas pode piorar em poucos dias, evoluindo para quadros mais graves. 

“Antes, o quadro se agravava lá pelo sexto ou sétimo dia, mas agora, o que temos observado é que, com três ou quatro dias, a criança já está ficando muito grave. Temos visto muitas crianças começando com quadro gripal, com infecções de vias aéreas superiores, evoluindo para pneumonia, crises de sibilância, asma e bronquiolite”, explicou a médica.

Ela ressaltou que a bronquiolite pode ser desencadeada por qualquer vírus respiratório, como Covid, influenza, H1N1, rinovírus e, principalmente, vírus sincicial respiratório (VSR), o que mais circula atualmente.

De acordo com a pediatra, em casos de sintomas gripais, a febre começa a subir geralmente a partir do terceiro dia. “O agravamento começa com o quadro de dificuldade respiratória, sinalizado pela respiração com a boquinha aberta, afundando o tórax para respirar. É nesse ponto que a doença mostra que atingiu os pulmões. Aí começa também uma tosse intensa, podendo ficar sem febre, que é mais comum na primeira fase”, esclareceu Aurora Souza.

Esse cenário, segundo ela, segue pelos próximos dias, mantendo um pico até o sétimo ou oitavo dia, normalmente apresentando uma melhora. “A questão principal é que, às vezes, o paciente recebe alta, fica dois, três dias em casa e piora de novo, precisando ser internado novamente. Não são raros os casos em que a criança vai e volta do hospital diversas vezes”, afirmou.

Alerta aos pais

Especialistas do CMI estão alertando os pais e responsáveis sobre os cuidados e a importância de vigiar os sintomas, pois tem sido registrado um aumento significativo nas internações de crianças no município por agravamento, impulsionado pelas síndromes gripais.

Para a pediatra Aurora Souza, mais do que os números de atendimentos, o que tem chamado a atenção, este ano, é a gravidade dos quadros e o acometimento de muitos recém-nascidos. “A infecção esse ano está evoluindo para quadros graves mais precocemente, e está atingindo mais os bebês menores também. O número de crianças graves no CTI está muito maior do que nos anos anteriores”, alertou.

Prevenção

Para evitar a bronquiolite, é de suma importância adotar medidas simples de higiene, como lavar as mãos frequentemente, evitar contato com pessoas que apresentam os sintomas da doença, limpar regularmente as superfícies e objetos que são tocados com frequência e manter a vacinação em dia. Além de manter os ambientes bem ventilados e umidificados, principalmente nos locais onde há bebês e crianças pequenas.

A especialista explicou que a própria rotina e hábitos das crianças dificultam a redução da circulação dos vírus, mas é possível diminuir os riscos. “Quando todos estavam utilizando máscaras, cuidando da higiene das mãos e evitando aglomerações por causa da Covid-19, quase zeramos os registros de bronquiolite. Além da vacinação, para casos em que há imunizantes disponíveis, é preciso retomar esses cuidados, especialmente com os bebês, evitando respirar muito próximo deles, não beijar nem pegar nas mãozinhas, por exemplo”, reforçou a especialista.

Aurora Souza também alertou para a circulação do vírus sincicial respiratório, que atinge principalmente menores de 2 anos, sendo um dos principais responsáveis pelos casos de infecções graves. 

“A orientação é que bebês de até três meses não recebam visitas, evitando qualquer contato com pessoas que estejam com sintomas gripais. Isso é ainda mais sério para bebês muito pequenos, prematuros, recém-nascidos, bebês com cardiopatia ou síndrome de Down, bebês com outras imunodeficiências como, por exemplo, a anemia falciforme, pois eles já possuem imunidade reduzida, correndo maior risco de agravamento”, alertou.

Esses cuidados, principalmente com os bebês, se justificam pelo fato de que o agravamento dessas doenças respiratórias pode deixar sequelas permanentes ou mesmo levar o paciente ao óbito. “Por isso a orientação no geral é observação, atenção, vigilância para o caso de agravamento, principalmente com menores de 2 anos, podendo ser determinante para salvar a vida e reduzir as chances de sequelas dos bebês e crianças”, concluiu.

Saiba mais em: Está com sintomas de alguma doença respiratória? Saiba onde procurar atendimento

Autor: jornalista Etiene Egg / Edição e revisão: Ana Paula Figueiredo
Seta
Versão do Sistema: 3.4.1 - 29/04/2024
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